Três presos são mortos e 4 ficam feridos durante rebelião em presídio de MT

Penitenciária em Sinop foi isolada e forças de segurança tentam encerrar rebelião. Familiares e mulheres dos presos estão na frente da unidade.

Três presos morreram e quatro ficaram feridos durante a rebelião na Penitenciária Osvaldo Florentino Leite Ferreira (Ferrugem) em Sinop, a 503 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (11). Desde o início da manhã os presos ocupam duas alas da unidade e fazem outros presos reféns. Forças da segurança pública de Mato Grosso estão no local e tentam encerrar o conflito no presídio. Não há informações do motivo da rebelião.

As mortes foram confirmadas pela Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos de Mato Grosso (Sejudh-MT) no final da manhã desta terça-feira. Nenhum dos presos mortos foi identificado até o momento. Os outros detentos que ficaram feridos foram socorridos e encaminhados a unidades de saúde. O Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso (Sindspen-MT) disse que três corpos foram retirados do presídio.

Os presos que estão rebelados, conforme a Sejudh, estão concentrados em duas alas nos raios Laranja e Amarelo. O restante da unidade prisional está isolado, sem risco de fuga dos detentos. Integrantes das forças de segurança fazem negociações com os presos para encerrar a rebelião. Há presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ministério Público Estadual (MPE), e Judiciário.

Os secretários de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira, e de Segurança Pública, Rogers Jarbas, estão no local. Agentes do Serviço de Operações Penitenciárias Especializadas (SOE), da Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam), Força Tática, Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros também participam da ação no presídio.

Rebelião
A Penitenciária Ferrugem fica na zona rural de Sinop, tem capacidade para 326 pessoas, porém, atualmente abriga mais de 700 detentos. A Polícia Civil também pediu para que as delegacias regionais enviem reforços para rondas nas imediações de cadeias e presídios para evitar possíveis tentativas de fugas ou outras ações nas principais unidades de Mato Grosso.

A rebelião teve início durante a entrada dos agentes nas celas. “Quando os agentes entraram de manhã, os presos usaram outros presos como ‘barricadas’ [contra os agentes]. Os reféns que estão lá são outros presos. Eles [os presos] têm algumas armas lá dentro, são duas pistolas. Não se sabe como elas chegaram até eles”, disse o presidente do Sindspen, João Batista Pereira.

g1

11/04/2017

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