Rede Estadual de ensino paralisarão atividades nos dias 15, 16 e 17 de junho

Em assembleia geral realizada na manhã de hoje (08), no Espaço Cultural profª Jarede Viana, na sede do Sinteal, no Mutange, as/os trabalhadoras/es em educação da rede pública estadual definiram por uma paralisação nos dias 15, 16 e 17 deste mês, na continuidade da luta da campanha salarial e em protesto contra a postura do Governo do Estado de não apresentar propostas concretas de reajuste salarial à categoria e dos outros pontos da pauta de reivindicações classista. A data-base da categoria é no mês de maio, já encerrado, e o governo continua desvalorizando a educação e seus trabalhadores e trabalhadoras.
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Esses três dias de paralisação devem obedecer a uma “agenda de lutas” com o seguinte calendário: no dia 15/6, diretoria executiva, núcleos regionais do Sinteal e base da educação devem se aliar aos movimentos e trabalhadores da luta do campo para protestos em Maceió e em vários municípios alagoanos, na defesa de uma “agenda de lutas” que envolve a defesa da continuidade e melhoramentos de programas sociais como o “Minha Casa Minha Vida”, “Bolsa Família”, “Mais Médicos” etc, além da não flexibilização das leis trabalhistas e da defesa da Previdência Rural e a manutenção e fortalecimento do Programa Nacional de Habitação Rural.

No dia 16/6, o segundo dia de paralisação haverá uma audiência do Sinteal com o governo estadual. No terceiro dia de paralisação (17/6), haverá nova assembleia geral da categoria, às 09 horas, na sede do Sinteal, para avaliação do resultado da audiência com o governo e novos encaminhamentos de luta.

Presenças

A assembleia de hoje contou com a presença da presidenta da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas, Rilda Alves, e com o presidente do Sindicato do Fisco de Alagoas, Emílio Marcelino.

Explanação esclarecedora

A plenária da assembleia acompanhou com atenção a explanação do presidente do SindiFisco, Emílio Marcelino, que apresentou uma explanação esclarecedora sobre as finanças do estado de Alagoas, com tabelas de entrada de recursos, informações sobre o crescimento na arrecadação. Uma informação importante repassada por ele foi o que chamou de “tentativa” do governo de cercear a fiscalização de algumas empresas, com “suspeitas” de altos índices de sonegação de impostos.

Num momento em que o governo, através de sua área econômica, repete o “discurso” de “penúria econômica” para pechinchar no reajuste salarial das/os trabalhadoras/es da educação estadual, a palestra do presidente do SindiFisco foi bastante oportuna para a categoria e para a própria direção do Sinteal.

Momento preocupante

A presidenta da CUT, em sua fala, destacou a importância do engajamento da classe trabalhadora na luta política que está sendo travada hoje no Brasil. “O cenário é preocupante, já que o governo golpista interino que assumiu os destinos do Brasil, por não representar a classe trabalhadora, vai impor sua agenda antitrabalhador e neoliberal de desmonte do patrimônio brasileiro”, disse Rilda Alves. Ela conclamou os trabalhadores e trabalhadoras à resistência, lembrando que Alagoas tem a obrigação de participar dos atos de protestos construídos diariamente contra o governo golpista.

Rilda alertou, ainda, para os prejuízos que serão causados com a aprovação do PL 257/2016, que tramita na Câmara Federal, e atenta contra os/as trabalhadores/as e contra o país, num ataque que envolve arrocho salarial aos servidores e servidoras públicos (congelamento salarial), privatização de empresas estatais (a exemplo da Petrobras), além de outras medidas como: corte de até 30% com benefícios pagos a servidores/as e programas de demissões incentivadas com o intuito de atingir eventuais metas fiscais, ataques aos programas sociais (Bolsa Família, Pronatec etc), proibição de concursos e novas contratações, aumento da contribuição previdenciária aos servidores, possibilidade de a União aceitar ativos pertencentes aos estados – empresas públicas, por exemplo – dentre outros fatores que atacarão o serviço e o servidor público.

Auditório

Na abertura da assembleia, depois de repassar informes gerais à plenária, a presidenta do Sinteal, Consuelo Correia, destacou as melhorias que estão sendo feitas no auditório do Sinteal (Espaço Cultural profª Jarede Viana), “que, a cada dia, graças ao esforço da diretoria e principalmente das/os associadas/os, vai se tornando um espaço cada vez mais adequado para todas as nossas atividades, inclusive para a realização dos nossos congressos”.

Fonte: Sinteal