Promotor de Justiça articula com Prefeitura e Câmara de Vereadores de Campo Alegre criação de Conselho Tutelar da Terceira Idade e abrigo para idosos

Promotor de Justiça articula com Prefeitura e Câmara de Vereadores de Campo Alegre criação de Conselho Tutelar da Terceira Idade e abrigo para idosos

Durante sessão da Câmara de Vereadores de Campo Alegre, realizada nesta quarta-feira (15), o promotor de Justiça Andreson Charles Silva Chaves entregou um ofício à Mesa Diretora solicitando daquela Casa Legislativa apoio para aprovação de dois projetos de lei que deverão ser propostos pela Prefeitura: um que trata da criação do Conselho Tutelar da Terceira Idade e outro que vai criar e construir um abrigo para idosos da cidade.

De acordo com Andreson Charles, já houve reuniões anteriores com o Poder Executivo, que assumiu o compromisso de editar os dois projetos de lei e, agora, foi a vez do Legislativo ser visitado pelo Ministério Público Estadual de Alagoas e receber o pedido da Promotoria de Justiça.

Para o promotor, as duas propostas feitas pelo MPE/AL chegam num momento delicado vivido pelo município, uma vez que, segundo ele, vem crescendo o número de idosos em situação de risco social em Campo Alegre. “Todas as semanas a gente faz atendimento de idosos vítimas de maus tratos. São agressões físicas e psicológicas sofridas por eles. E há também situações em que filhos e outros parentes, aproveitam-se da condição da fragilidade das vítimas para contrair empréstimos em seus nomes. Esse tipo de coisa está se tornando cada vez mais comum e a gente precisa combatê-la”, detalhou o promotor Anderson Charles.

No decorrer da sessão, o representante do Ministério Público também sugeriu a criação de uma comissão legislativa temporária especial para que o assunto seja discutido com mais rapidez e profundidade. Ainda segundo o promotor, o MPE/AL realizará, nos próximos dias, audiências públicas com o objetivo de ouvir a população sobre o assunto. “É preciso que a população se sensibilize com essa causa. Estamos falando de pessoas vulneráveis, que já não têm muita saúde e necessitam da proteção do poder público”, completou Anderson Charles.

mp al

17/03/2017

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