Preso desde a posse, prefeito eleito de Ilha Solteira pede afastamento do cargo

Prefeito eleito é suspeito de fraudar licitações no último mandato. Ele pediu afastamento de 15 dias.

O prefeito de Ilha Solteira (SP), Edson Gomes (PP), que está preso desde que tomou posse do cargo, no dia 28 de março, conseguiu nesta segunda-feira (10) um afastamento do cargo. O prefeito eleito é suspeito de fraudar licitações no último mandato.

O afastamento foi aprovado pelos vereadores durante a sessão desta segunda-feira, um dia antes do prazo de 15 dias, que o prefeito tem direito de se ausentar sem pedir afastamento, terminasse. Esse prazo terminaria nesta terça-feira (11), e se ele não comparecesse o cargo ficaria vago.

Segundo o regimento interno, o pedido de afastamento do prefeito por ser de até seis meses e pode ser pedido em situações como férias, problemas de saúde, algo que beneficie o município, como uma viagem, ou então para tratar de interesses particulares. O pedido de Edson feito, e aceito pela Câmara, foi para tratar de interesses particulares.

Durante a licença, o prefeito não irá receber o salário. Quem continua comandando a prefeitura é o vice-prefeito, Otávio Gomes, que é filho do prefeito.

A prisão

Edson Gomes foi preso na manhã do dia 29 de março logo depois de tomar posse. Gomes apareceu na cidade pela manhã e foi para a Câmara de Vereadores, mas, como estava foragido da polícia, já que tinha um mandado de prisão expedido contra ele, acabou sendo preso logo depois.

O prefeito foi levado da Câmara para a carceragem da delegacia de Ilha Solteira, logo após uma rápida cerimônia de posse. Edson Gomes, em entrevista para a TV TEM na época, disse que não estava em Ilha Solteira neste tempo e nega qualquer irregularidade.

O caso

Como estava foragido da polícia, Edson Gomes não compareceu a diplomação do cargo e nem na cerimônia para tomar posse. Na ocasião, quem tomou posse foi o vice-prefeito, Otávio Gomes, que é filho de Edson.

Edson Gomes estava foragido da Justiça desde novembro do ano passado. Ele é acusado de fraudar licitações para realização de eventos na cidade entre 2009 e 2012, quando era prefeito. Segundo o Ministério Público, mais de R$ 1 milhão teriam sido desviados dos cofres da prefeitura.

g1

11/04/2017

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