Polícia Federal prende presidente da CBDA em operação contra desvio de verbas

Cerca de R$ 40 milhões teriam sido desviados

A Polícia Federal realiza, na manhã desta quinta-feira, a operação Águas Claras, que apura esquema de desvio de rescursos públicos na Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA). Cinco pessoas foram presas, entre elas o presidente afastado da CBDA, Coaracy Nunes, e quatro foram conduzidas coercitivamente a unidades da PF em São Paulo e no Rio. Outros 16 mandados de busca e apreensão também foram cumpridos. As medidas foram expedidas pela 3ª Vara Criminal Federal de São Paulo. As investigações apuram o destino de cerca de R$ 40 milhões repassados à CBDA.

O trabalho é fruto de parceria entre a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, com a participação da Controladoria-Geral da União e iniciou-se após denúncias de atletas, ex-atletas e empresários do ramo esportivo brasileiro.

No Rio, um dos locais visitados pela PF foi a agência de turismo Roxy, no centro. Ninguém foi encontrado no local, e os agentes entraram na agência com o auxílio de um chaveiro da região.

Há indícios de um esquema de desvios de recursos públicos captados por meio de convênios e leis de fomento ao esporte, sem a devida aplicação – conforme previsto em lei e nos contratos assinados. Segundo o inquérito policial, ao invés dos valores recebidos serem aplicados corretamente, os recursos eram mal geridos ou desviados para proveito pessoal dos investigados.

Em 23 de março, o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), determinou o afastamento da atual diretoria da CBDA. Na decisão, foi destacado que o mandato de presidência de Coaracy Nunes expirou no dia 9 de março. Apesar disso, não houve escolha de um sucessor.

o globo

06/04/2017

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