Não há evidências de que autor do atentado de Londres fosse associado a grupos extremistas, diz polícia

Estado Islâmico reivindicou autoria do ataque. Khalid Mansood não era associado, mas tinha interesse pela Jihad, diz polícia.

A polícia londrina não encontrou provas de uma associação do autor do atentado de Londres com os grupos extremistas como o Estado Islâmico (EI) ou a Al-Qaeda, nem que ele tenha se radicalizado na prisão, indica um comunicado oficial.

Khalid Mansood tinha, no entanto, “claramente um interesse pela Jihad” (guerra santa contra infiéis), acrescentou o coordenador da polícia antiterrorismo do Reino Unido Neil Basu na nota da polícia. “Sei quando, onde e como Masood cometeu essas atrocidades, mas agora preciso saber por quâ”, dia Basu.

O porta-voz ainda afirma que não há evidências de que ele tenha se radicalizado na prisão e que é pura especulação sugerir que isso aconteceu.

Masood atropelou pedestres com um carro na Ponte Westminster, matando três pessoas e ferindo 50, e então avançou contra os portões do Parlamento e matou a facadas um policial, antes de ser morto a tiros pela polícia.

No dia seguinte ao ataque, que deixou cinco mortos, o EI reivindicou a autoria. A informação foi divulgada pela agência Amaq, que é ligada aos terroristas. Isso, no entanto, não significa que ele fosse diretamente associado ou um “soldado”, como afirma o próprio EI.

“O perpetrador dos ataques ontem em frente ao Parlamento britânico em Londres é um soldado do Estado Islâmico e realizou a operação em resposta aos pedidos para se atacar cidadãos da coalizão”, disse a Amaq.

O autor do ataque era britânico, nascido no condado de Kent (sudeste da Inglaterra), e seu nome de nascimento era Adrian Russell Ajao. Em 2015, eme mudou seu nome para Khalid Masood. Masood, de 52 anos, nasceu no Reino Unido e tinha várias condenações anteriores como lesão corporal grave, posse de uma faca e ofensas à ordem pública. Ele não foi condenado a nenhum crime ligado ao terrorismo.

“Seu método de ataque parece ser baseado em baixa sofisticação, baixa tecnologia, técnicas de baixo custo copiadas de outros ataques, e eco da retórica dos líderes do Estado Islâmico em termos de metodologia e atacar policiais e civis, mas neste estágio não tenho evidência de que ele discutiu isso com outros”, disse Basu em comunicado.

Neste domingo, a polícia britânica prendeu um homem de 30 anos, no centro de Birmingham, na Inglaterra, por uma suposta ligação com o ataque terrorista ao Parlamento.

Com essa última detenção, o total de pessoas presas devido ao atentado subiu para 12, embora nove já tenham sido liberadas sem acusações, enquanto uma mulher foi solta após pagamento de fiança.

Outro homem, de 58 anos, detido na quinta-feira também em Birmingham, permanece sob custódia pelos detetives que investigam o caso. Além disso, as forças da ordem revistaram 15 propriedades em diversas cidades britânicas, como Londres, Brighton e Manchester, assim como outras áreas do sul da Inglaterra.

Nesta segunda-feira, a mãe de Massod, Janet Ajao, divulgou um comunicado afirmando estar “chocada, entristecida e entorpecida” pelas ações dele.

“Não perdoo suas ações nem apoio as crenças que ele tinha e que o levaram a cometer essa atrocidade”, acrescentou ela.

A ministra do Interior, Amber Rudd, disse no domingo que empresas de tecnologia devem cooperar mais com as agências de cumprimento da lei e devem parar de fornecer “um local secreto para terroristas se comunicarem” usando mensagens criptografadas.

A imprensa relatou que Masood enviou uma mensagem criptografada momentos antes do ataque.

“Houve muita especulação sobre com quem Masood manteve contato imediatamente antes do ataque”, disse Basu. “Tudo que direi neste momento é que as comunicações de Masood naquele dia são a linha central da investigação.”

g1

27/03/2017

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