Mãe e primo são presos por morte de bebê que sofreu agressões e estupro

Polícia suspeita que mulher acobertou crime cometido pelo primo do marido. Menina de um ano e quatro meses foi enterrada dia 5, em Rio Preto (SP).

A Polícia Civil prendeu a mãe da bebê que morreu, na sexta-feira (3), após ser agredida e sofrer abuso sexual em São José do Rio Preto (SP). Ela foi presa na noite desta terça-feira (7). O primo do pai da criança foi preso na manhã desta quarta (8), na Vila Toninho.

“Entendemos que houve negligência da mãe, pedi sua prisão temporária pelo prazo de 30 dias. O objetivo é apurar o autor e as circunstâncias desse estupro”, explica a delegada da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Dálice Ceron.

A polícia suspeita que a mãe Aline de Souza Silva, de 19 anos, tentou acobertar o crime. “Ela disse que a vítima jamais saiu de seus cuidados, no entanto, não soube explicar como a filha foi vítima de tamanha violência”, afirma Dálice. Além da bebê, a mulher tem outra filha, de 2 anos.

O principal suspeito de ter estuprado e espancado a bebê é o primo do marido dela, Augusto José Alves dos Santos, de 26 anos. O advogado dele, André Luís Barbosa, disse na manhã desta quarta-feira (8) que Santos nega as acusações.

A delegada disse que representou contra Santos porque ele era muito próximo à família e também cuidava da vítima na ausência da mãe. “Ele nega. Essa prisão é cautelar, para favorecer a investigação. Vamos aguardar os laudos e ouvir mais testemunhas para buscar a autoria desse estupro”, afirma Dálice.

O pai da criança, também de 19 anos, prestou depoimento na terça-feira (7) e foi liberado. “Ele disse que trabalhava o dia todo e não sabe o que pode ter acontecido, já que o bebê ficava aos cuidados da mãe”, diz a delegada.

A mãe passou a noite no plantão policial e foi transferida para a cadeia de Nhandeara (SP) na manhã desta quarta. O primo foi ouvido na Delegacia de Defesa da Mulher e levado para a cadeia de

Entenda o caso
Segundo informações do boletim de ocorrência, a bebê de um ano e quatro meses foi levada pela mãe à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Toninho sem sinais vitais, na noite de sexta-feira (3).

Na ocorrência consta que um médico percebeu hematomas no corpo da bebê e chamou a polícia. A mãe disse à polícia que as marcas eram consequência de uma queda anterior e de mordidas de outro filho mais velho que ela, mas também criança.

O médico legista do Instituto Médico Legal (IML) de Rio Preto constatou que a bebê apresentava lesões graves no fígado e sinais de violência sexual, segundo o delegado Eder Galavoti.

Os pais, de 19 anos, foram levados ao plantão policial para prestar depoimentos e negaram qualquer tipo de agressão ou violência sexual, segundo o delegado. Outras duas pessoas suspeitas foram ouvidas e também negaram. Todos cederam material sanguíneo que será usado para eventual perícia.

O corpo da bebê foi velado e enterrado em Rio Preto, no cemitério São João Batista, no domingo (5). Os pais não quiseram dar entrevistas.

g1

08/03/2017

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