Itália prende dois suspeitos de facilitar cidadania para jogadores brasileiros

Entre os nomes divulgados por agência estão Bruno Henrique e Boschilia

Duas pessoas foram presas na Itália sob acusação de receber propina para facilitar o processo de cidadania italiana para brasileiros, incluindo diversos jogadores. A informação é da agência Ansa. Entre os atletas que tiveram seus nomes divulgados no escândalo estão o meia Bruno Henrique, ex-Corinthians e que hoje defende o Palermo, e Boschilia, que foi revelado pelo São Paulo e atua pelo Monaco.

Outros jogadores citados no escândalo para conseguir a nacionalidade italiana são o atacante Eduardo Sasha e do meia Gustavo Ferrareis, ambos do Internacional; e Guilherme Lazaroni, do RB Brasil. A ordem de prisão, ainda de acordo com a Ansa, partiu do juiz do Tribunal de Nola, em Nápoles, após um pedido da Procuradoria da República.

O Palermo publicou uma nota em seu site oficial na qual informa que não tem qualquer conhecimento sobre o caso, e que “não tem qualquer relacionamento com as partes envolvidas na investigação”. O clube informou ainda que cabe ao jogador Bruno Henrique, que apresenta cidadania italiana, esclarecer às autoridades sobre os questionamentos que serão feitos na investigação.

Brasileiros negam irregularidade

Diante da repercussão da notícia, Eduardo Sasha e Gustavo Ferrareis se manifestaram através de assessoria e de seu empresário. Os dois negaram qualquer tipo de irregularidade na obtenção do passaporte italiano.

– Em virtude das notícias publicadas recentemente, esclarecemos que o processo de obtenção de cidadania estrangeira dos atletas Eduardo Sasha e Gustavo Ferrareis foi feito dentro da normalidade, seguindo todos os trâmites legais do Consulado da Itália. Aproveitamos para nos colocar à disposição das autoridades para a apresentação de documentos e o esclarecimento dos fatos o quanto antes – postou a assessoria dos jogadores.

Advogado de Bruno Henrique, Flávio Henrique de Almeida fez uso do mesmo texto para defender o atacante.

O empresário Augusto Nogueira, que gerencia a carreira dos dois jogadores do Inter, também foi ouvido e disse ter sido surpreendido com a notícia.

– O processo foi tramitado normalmente dentro do consulado. Fui pego de surpresa. Não sei o que a policia está investigando. Tenho a plena convicção que meus jogadores não têm documento falso. Sabemos o que fizemos. Foram buscadas as cidadanias. O processo foi entregue ao consulado, legalizado. Estamos bem tranquilos quanto esta situação – se defendeu.

ge

07/04/2017

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