Família de menina morta se reúne com governador do RJ e pede a criação da lei Maria Eduarda

Parentes da jovem, morta a tiros de fuzil na escola, conversam com governador e pediram que operações policiais não sejam realizadas durante o horário escolar.

Familiares da menina Maria Eduarda foram recebidos na manhã desta sexta-feira (7) no Palácio Guanabara com o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão. Aos 13 anos, ela foi morta dentro da Escola Daniel Piza, no dia 30 de abril, durante confronto entre policiais e traficantes. A Pezão, os parentes pediram o fim de incursões policiais na hora da aula, entre 6h e 18h, através de uma lei chamada Maria eduarda.

Pai, mãe e irmão chegaram acompanhados do advogado João Tancredo, por volta das 10h. Ao final do encontro, os familiares se pronunciaram. Eles disseram que o governador pediu desculpas, enquanto Tancredo afirmou que Pezão “não se comprometeu” em levar a ideia adiante.

Como a tramitação pode demorar, os familiares pediram que as operações policiais sejam canceladas por determinação do governador num raio de até 3 quilômetros de escolas. Também nesta sexta, o advogado afirmou que entrou com um pedido de indenização.

“Pedi para ele [o governador] fazer a Lei Maria Eduarda, ele falou que ia tomar as providências e que sobre a Lei teria que entrar em detalhes com os especialistas”, disse o pai, Antônio Alfredo da Conceição.

De acordo com o secretário de Direitos Humanos, Átila Nunes, o governador – que não deu entrevistas – pediu celeridade na investigação. Pezão, segundo Átila, teria ficado “sensibilizado” com o pedido da família.

“Tem que preparar mais a polícia, não dá para jogar o policial sem preparo na rua. Tem bons e ruins. Mas queremos descobrir quem foi. Só sei que minha sobrinha morreu e queremos saber de onde o tiro veio”, afirma o tio, Amauri Alves de Oliveira.

Há uma semana, a família foi recebida também pela comissão de direitos humanos da Alerj e pela divisão de homicídios. Na ocasião, o advogado disse que pediria indenização.

Nesta quinta (6), uma semana após a morte da menina, um ato ecumênico foi realizado na escola. Cerca de 1,5 mil escolas da rede municípal também prestaram homenagem à Maria Eduarda.

g1

07/04/2017

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