Expulso do BBB, Marcos é intimado e depõe nesta quarta-feira em delegacia da mulher

Expulso do BBB, Marcos é intimado e depõe nesta quarta-feira em delegacia da mulher

O cirurgião plástico Marcos Harter, expulso do “Big Brother Brasil 17” nesta segunda-feira, foi intimado a depor na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá nesta quarta-feira. A informação é da diretora da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher do Rio, delegada Marcia Noeli Barreto. Segundo ela, o médico será ouvido na prória delegacia, localizada na Zona Oeste do Rio. Já Emily só será ouvida na próxima segunda-feira.

Ainda de acordo com Marcia, as imagens que mostram as brigas do casal já foram requisitadas e serão analisadas:

— É muito importante o depoimento dela. E também o resultado do laudo médico (a estudante foi submetida a um exame clínico, por um médico da Rede Globo, para avaliar a possibilidade de lesão corporal).

A delegada destacou, ainda, que o caso deve servir de alerta para que as pessoas entendam a questão da violência doméstica.

— É nítido que ela (Emily) estava acuada, culpada. É importante investigar esse caso, mas também é importante que a sociedade entenda a questão da violência doméstica. A tortura psicológica que ele pratica é, sim, violência doméstica e se enquadra na Lei Maria da Penha — afirmou Marcia.

A diretorda da Deam destacou que, se condenado, o cirurgião plástico pode pegar de um a três anos de prisão.

— É uma pena de prisão. Não tem essa de condenação alternativa, como era no passado — reforça Marcia Noeli, que acrescenta: — Pela Lei Maria da Penha, o Juizado Especial de Atendimento à Mulher deve ter uma equipe para atender os homens também com tratamento psicológico, por exemplo. É importante que eles se tratem. Mas isso não o afasta da penalidade.

Ao receber a notícia da expulsão do namorado, ao vivo, Emilly caiu aos prantos e, por muitas vezes, disse não entender o motivo da eliminação dele. Ela ainda tentou justificar afirmando que ele não teve a intenção de machucá-la.

— É próprio da mulher vitima de violência. Ela não consegue perceber o quanto está dentro dessa situação. Por isso que denunciar é importante para interromper esse ciclo. Ela não tem culpa de nada — destaca a delegada, que diz ainda: — É importante saber que o público tenha percebido a questão de violência doméstica e como ele se dá nos ambientes.

extra

11/04/2017

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